Aluno de biologia da UFPA, bolsista do Instituto Evandro Chagas e estagiário do Laboratório de Neuroendócrinologia

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ciência e Tecnologia no ano de 2000 no Brasil

Em 2000, sobre a política do então presidente FHC para a ciência e a tecnologia escreveu um professor de Física da Universidade Louis Pasteur:

A nova lei de patentes, que substituiu o código de propriedade industrial de 1.971, "flexibilizou" tudo para as multinacionais farmacêuticas, sem nenhuma contrapartida, a não ser a vaga esperança de atrair investimentos em ativos fixos e estimular a inovação tecnológica na indústria privada nacional. Mas, como invariavelmente acontece no governo FHC, o resultado foi o oposto do esperado: nos últimos 5 anos, apenas 2 laboratórios investiram em novas instalações, e nenhum investiu em tecnologia. Entretanto, no mesmo período, fecharam-se dezenas de instalações industriais importantíssimas (inclusive algumas voltadas para a produção de fármacos básicos), acabando com a fabricação local e abrindo caminho para onerosas importações e para a formação dos cartéis que nos impõem preços abusivos, até pelos medicamentos mais simples.

Leia o atigo completo aqui

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O Serra e os Genéricos

 

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Serra insiste em dizer que criou os genéricos no Brasil, embora isso seja uma mentira com um requinte de cinismo. Ora, ele não criou os genéricos, sua gestão no Ministério da Saúde levou a ANVISA a regulamentar um projeto de lei de um deputado do PT e a colocar em prática uma política na verdade conservadora em relação aos genéricos.

Os centros de pesquisa em saúde, ao longo de sua gestão foram sucateados junto com todas as instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão. Nenhuma instituição pública no Brasil tinha condições de pesquisar bioequivalência e fábricar genéricos e, tampouco, nenhuma empresa média ou pequena. O processo de regulamentação de genéricos se limitou a assegurar uma maior concorrência entre grandes corporações que ditam quais fórmulas querem comercializar e o preço, sem que o poder público tivésse a menor chance de influenciar. A líder de genéricos no Brasil é a Medley, por exemplo, com 33% do mercado!

O que o Serra diz que fez pelos genéricos no Brasil regulamentando a lei de um deputado do PT, ele, sem dúvida, desfez, sucateando o INCA, a FIOCRUZ, O IEC e as demais instituições públicas de pesquisa no Brasil. Todos pesquisadores de ciências biológicas que eu conheço atribuem ao governo Lula a retomada da pesquisa científica que ficou paralisada por 8 anos na época do FHC/Serra.

 

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Candidatura na Contra-Mão da História

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Sou muito simpático ao Plínio. Durante anos de minha militância política compartilhei com ele as visões de Brasil e de futuro. No PT fui parte, inclusive, de sua organização política – a Força Socialista. Rompi antes deles saírem do PT e fundarem o PSOL por divergir de sua opinião sobre o governo Lula. Infelizmente a candidatura dele hoje no Brasil, mais atrapalha que contribui.

Embora ele seja sincero e faça um debate importante sobre desígualdade e socialismo não consegue dimensionar plenamente a realidade brasileira. O Brasil não vive hoje a oposição utópica entre reforma e revolução, entre socialismo e capitalismo. Antes, vive a oposição entre dois projetos reais, um do passado - que não perdeu toda sua vitalidade e se manteve em estados estratégicos – e outro de coalização, de reforma, de conquista de direitos democráticos, de acúmulo de forças para a democratização da renda.

A Dilma não representa a nacionalização dos bancos e da economia, a reforma agrária ampla e radical e a expropriação da burguesia. Ela lidera uma coalização de partidos de esquerda, de centro e de direita que tem plenas condições de enterrar de vez o neoliberalismo no Brasil e aprofundar e radicalizar as mudanças iniciadas no governo Lula. Dilma representa o fortalecimento do Estado e dos serviços públicos: saúde pública acessível a todos, universalização do ensino superior, erradicação da miséria, fortalecimento da economia em bases produtivas e mais democráticas, oportunidades para a juventude, geração de emprego e o fortalecimento da cidadania.

A ânsia do setor que Plínio representa hoje em “acelerar” as coisas e chegar de imediato na “raiz” do problema nasce de uma pobre análise de correlação forças e tem como consequência prática um pífio resultado eleitoral (como foi o PSOL em 2008), não chega nem a arranhar a hegemonia da elite e do latifúndio e nem a ameaçar o status quo, ou seja, não acumula forças. Não melhora a vida de ninguém.

Ficar indirente diante do avanço que o governo Lula representou e a eleição de Dilma representa em pontos chaves como a diminuição da miséria, o fotalecimento do Estado, avanços de políticas sociais e distribuitivistas. Colocar Dilma e Serra numa vala comum e – pior- ignorar que a Dilma tem chances reais de ser eleita, enqanto o Plínio não. Acaba afastando a possibilidade do PSOL e os grande companheiros que compõem as suas fileiras como o Babá, a Heloísa, o Edmilson e o próprio Plínio têm de influenciar no destino da classe trabalhadora no Brasil. Pois demonstram irresponsabilidade com o destino do Brasil, não dimensionam o poder que as elites neoliberais ainda possuem e o retrocesso de elegermos o Serra e nem dimensionam o quanto é negativo se colocar no gueto, à margem, num momento em que o povo brasileira discute o abismo entre dois modelos tão distintos.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Não Voto Carecas




3 homens, em comum: poucos cabelos e velhas idéias. Tão velhas que tá todo mundo careca de saber.


Os carecas que governarm o Brasil por 8 anos e o Pará por 12 querem voltar. Querem estrear "A VOLTA DOS CARECAS"...


Eu já acho melhor eles não voltarem, melhor ficarem aonde estão. Podem escrever um livro, dar palestras, casar com uma modelo.

Ninguém merece um salário mínimo de míseros 78 dólares, 46 milhões de brasileiros na miséria, desemprego, dívida externa, FMI.

Nessas eleições eu NÃO VOTO CARECA

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AS AGRICULTURAS NO DEBATE ELEITORAL

Classicamente, em análises sobre o campo no Brasil e em países pobres como a Índia, diferenciam-se dois sistemas de produção: o patronal e o familiar. Entre ambos, ocorrem muitas ideologias e personagens, cujas interpretações econômicas e filosóficas configuram visões de mundo com implicações naquilo que se projeta como modelo produtivo, tecnológico e ambiental.

Embora muitas vezes o antagonismo entre o agronegócio a agricultura camponesa seja uma simplificação insuficiente para descrever a realidade do campo, muito pior, ao meu ver, é a tentativa de “inserir” a agricultura familiar como componente subalterno do agronegócio. Fato que percebo em muitas propostas de candidaturas quando discutem a temática agrária (talvez ela até apareça hoje no debate entre os presidenciáveis).

A visão à qual me refiro é a que defende um modelo produtivo baseado em grandes empresas de monocultura que “dominam” uma área e estabelecem uma relação com a agricultura camponesa da localidade, induzindo os agricultores a produzirem o monocultivo em questão (exemplo da laranja no sudeste), oferecem assistência técnica, financiamento e compram toda produção (inclusive antes de estar plantada).

Em todos os exemplos concretos em que tal ciclo econômico foi empregado, como no município de Moju, muitas vezes com pesados incentivos públicos, o que se percebe é a decadência da agricultura camponesa da localidade, a intensificação da pobreza rural e a profunda vulnerabilidade dos agricultores em relação à empresa. Em geral, esses empreendimentos são desenvolvidos com produtos de baixo custo e que demandam muito esforço produtivo. As empresas tomam vantagem da jornada ininterrupta dos agricultores sem precisar pagar direitos trabalhistas, disciplinam a produção e aumentam a dependência tecnológica da agricultura familiar.

O agricultor perde progressivamente sua produtividade (efeitos da monocultura), depende cada vez mais de insumos, se endivida e tem uma crescente dificuldade em manter a produção exigida pela empresa. Há, alem disso, muitos efeitos nocivos ao meio ambiente, impactos na disponibilidade de alimentos e no abastecimento do mercado local. Por esses e outros motivos, acho necessário enfatizar que é um grande erro “investir” na agricultura familiar como um componente subalterno do agronegócio como candidatos estão se propondo a fazer.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não Voto Carecas


Em 8 anos no Brasil. 12 no Pará. Que eles fizeram??? Saiba mais siga naovotocarecas no twitter.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Tucano Arrependido




A marca da gestão PSDBista no Pará foi o descasso com os servidores públicos. Em nível nacional o ilustríssimo presidete FHC desvalorizava o real e em nosso pobre estado, o Almir e o seu então fiel escudeiro Simão Jatene não reajustavam os salários. Assim, perdendo e perdendo, categorias chegaram a acumular perdas de até 67,5%. Já pensou? Você no inicio de um governo ganhar um salário de R$ 1.000,00 e, até o final do governo, passar a receber o equivalente a R$325,00? Somando a isso as privatizações. Imaginem a realidade de um funcionário de uma empresa pública que da noite para o dia passa para as mãos de uma administração privada? A massificação dos temporários e terceirizados, a não realização de concursos públicos, sem mencionar a perseguição a lideranças sindicais, as duras repressões contra as greves e passeatas do funcionalismo público. Essa memória toda ficou e foi o motivo do amplo apoio que a governadora Ana Júlia teve da maioria dos segmentos do funcionalismo público em sua eleição.

Mesmo assim, o ex-secretário do Almir e depois governador - Simão Jatene parece estar arrependido... e tenta poetizar a situação em seu site:

Janela da alma do serviço público, o servidor, a partir não só da sua condição de dono, enquanto cidadão, mas também de “prestador”, enquanto agente público, deve estar engajado e consciente do seu papel transformador. Todavia, desmotivado e mal remunerado, ele mesmo mantém uma relação de exterioridade com a coisa pública que, por ser de todos, também lhe pertence.

Mas a realidade é dura...A JANELA DA ALMA DO SERVIÇO PÚBLICO ACUMULOU 67,5% DE PERDAS SALARIAIS!!!

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